quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Zeca para SEMPRE

ZECA AFONSO

Nasceu em Agosto de 1929 em Aveiro de onde saiu aos 3 anos de idade para Angola. Retorna à cidade natal em 1937, mas por pouco tempo, pois sai para Moçambique. No ano a seguir regressa a Portugal, desta vez para Belmonte. Nessa época convive de perto com o ambiente Salazarista, um familiar próximo era admirador fervoroso do regime. Durante um período de tempo perdeu o contacto com os pais, que foram trabalhar para Timor. Fez os estudos na cidade de Coimbra, onde integrou a Tuna e se destacou no canto do Fado de Coimbra. Foi professor. Grava discos. Actua por todo o país e também fora de Portugal.
Nos primeiros anos da década de 60 actua na cidade de Grândola, onde se inspira para fazer a música Grândola, Vila Morena. A canção, anos mais tarde viria a ser a senha do Movimento das Forças Armadas na Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974 e ficando para todo o sempre ligada à Revolução. Em 1964 regressa a África e estabelece-se por lá. Manifesta-se contra o colonianismo, defende os ideais de independência e tem problemas com a PIDE. Em 1967 regressa a Portugal, a Setúbal para leccionar, mas durante pouco tempo, é expulso do ensino oficial. A partir desse ponto torna-se num símbolo da resistência. Mantém contactos com a Liga Unitária de Acção Revolucionária e com o Partido Comunista Português, embora sempre como independente. Foi preso pela PIDE. Continua a cantar e a gravar discos. A sua intervenção política é activa e constante. Em 1976 apoia a campanha presidencial de Otelo Saraiva de Carvalho. Em 1983 dá os seus últimos espectáculos nos Coliseus, de Lisboa e Porto, onde o seu estado débil de saúde era notório, agravava-se com rapidez . É-lhe atribuída a Ordem da Liberdade, mas Zeca Afonso recusa a distinção. Em 1986 apoia Maria de Lourdes Pintassilgo à Presidência da República. Uma vida cheia que terminou há 25 anos, dia 23 Fevereiro de 1987, vitíma de esclerose lateral amiotrófica.




A escolha não é fácil, mas são estas as minhas eleitas...





e claro...





Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena
(não nos podemos esquecer disto... sempre presente)

Beija e Hug





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